terça-feira, 14 de agosto de 2007

É Preciso Participar


“Não basta ser pai; é preciso participar.”

Essa frase constitui um lugar comum, e freqüentemente é utilizada para propaganda comercial.
Mas o que é participar? Esse verbo tem diversas acepções, pode ser informar, comunicar ou ter, tomar parte.
Mas quando dizemos que “para ser pai é preciso participar” podemos entender um pouco sobre a paternidade responsável, do ser pai, segundo a Palavra de Deus.

Ser pai é comunicar vida, mas também conhecimento. Com a capacidade co-criadora que o Senhor nos concedeu, geramos filhos, comunicamos-lhes vida física, mas nosso mandato como pais é de lhes transmitirmos vida moral e espiritual, pela palavra e pelo exemplo. Dt 6.5-7 diz: “Ame o SENHOR, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar”.

Ser pai é participar, mostrando o caminho. Salomão, o Sábio, lembra a todo pai: “Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles”.(Pv 22.6 NVI).

Ser pai é tomar parte na vida e no desenvolvimento dos filhos. Quantas vezes o pai se envolve com o trabalho, a carreira, os estudos, a vida social e não acompanha o crescimento, o desenvolvimento e os progressos de seus filhos, e de repente os vê adultos, sem que aproveitasse o privilégio de estar com eles, e verificar seu desenvolvimento escolar, a formação de suas amizades, o estruturar de seus valores.
Esse alheamento ou omissão do pai será danoso aos filhos por toda a vida deles. Jesus dá-nos exemplo precioso: “... chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo...”(Mt 18.2-5).

Ser pai é transmitir carinho e cuidado, inclusive mediante o toque pessoal. Jesus fez isso em relação às crianças cujos pais as encaminharam a Ele. Conta o evangelho que “trouxeram crianças a Jesus para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas. Mas os discípulos os repreendiam. Então disse Jesus: <>. Depois de lhes impor as mãos, partiu dali”. (Mt 19.13,14 NVI).

Ser pai é participar do modelo divino de paternidade, e ser paradigma para seus filhos. Diz Paulo aos efésios: “Portanto, sejam imitadores de Deus como filhos amados, e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por todos nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus”. (Ef 5.1,2).
Querendo ou não, os passos do pai são seguidos pelos filhos.
As novas gerações precisam de modelos, de paradigmas, e os pais devem constituir tais paradigmas, como Deus é o paradigma de todos nós, pais.
Deus abençoe todos os neste seu dia!

domingo, 15 de julho de 2007

Carta ao Senador Renan Calheiros

São Paulo, 12 de julho de 2007

Excelentíssimo Senhor, Senador Renan Calheiros
DD Presidente do Senado Federal

Quero manifestar a V. Excelência meu grande respeito às instituições e autoridades de nosso País, razão por que envio o presente apelo.
Como Presidente Emérito da Convenção Batista Brasileira, entidade de que fui efetivo presidente cinco vezes nos últimos 20 anos, e Pastor Batista há quase quarenta e sete anos, posso informar a V. Excelência que adotamos como praxe, como questão ética indiscutível, o afastamento do exercício do cargo para livre apuração de fatos, sempre que um presidente recebe uma grave acusação. O presidente, seja da igreja local, seja de uma convenção na esfera estadual ou nacional, afasta-se do exercício da presidência, um dos vice-presidentes assume, é feita a investigação; provada a inocência do presidente, ele reassume suas funções. Caso contrário, ele renuncia ou é exonerado.
Ora, Senhor Presidente, se V. Excelência afirma categoricamente ser inocente das acusações que lhe fazem, deve tranqüilamente e com dignidade afastar-se do exercício de seu cargo e permitir a apuração dos fatos alegados, garantindo-se-lhe, fora da presidência, todo o direito de defesa.
Admira-me que o Regimento Interno do Senado não tenha dispositivo, disciplinando esse procedimento.
O Brasil precisa de paz, suas instituições precisam de ordem, sua vida socioeconômica precisa progresso, sua juventude precisa de exemplos de homens de bem, e é mister que se restaure a credibilidade das instituições democráticas e dos políticos.
Vossa Excelência pode contribuir decididamente para o bem do Brasil.
Respeitosamente,

Irland Pereira de Azevedo